Grupo de editoras e startups europeias pede fim da investigação e aplicação de multa à Alphabet por práticas anticompetitivas.
Editoras, startups e empresas de tecnologia da Europa solicitaram que a União Europeia finalize uma investigação que já dura quase dois anos sobre o Google. A empresa, pertencente à Alphabet, é acusada de privilegiar seus próprios serviços nas buscas online, prejudicando concorrentes.
Em carta enviada aos principais líderes da UE, o Conselho Europeu de Editores, que reúne entidades como Axel Springer, News Corp e Condé Nast, pediu a conclusão do processo e a imposição de uma multa significativa à gigante de tecnologia. O grupo alerta que a demora na resolução afeta a viabilidade financeira de várias empresas europeias.
A investigação foi aberta pela Comissão Europeia em março de 2024, amparada na Lei dos Mercados Digitais (DMA), e os reguladores preveem concluir os casos relacionados a essa legislação em até 12 meses. A pressão para não enfraquecer as regras tem sido destacada pelos representantes das empresas, que temem impactos negativos na competitividade do mercado europeu.
O Google apresentou diversas propostas para tentar atender às demandas dos reguladores e concorrentes, mas os críticos consideram as medidas insuficientes. A Alphabet nega as acusações de favorecimento próprio nas buscas.
Além do Conselho Europeu de Editores, outras organizações como a Iniciativa para a Busca Neutra, a Fundação Europa Inovadora e a Associação Alemã de Startups também pedem uma decisão formal de não conformidade, com ordens para cessar práticas anticompetitivas e aplicação de multa dissuasora.
Um porta-voz da Comissão Europeia confirmou o recebimento da carta e afirmou que a investigação será concluída o quanto antes.
