Após 40 dias fechados devido a restrições de segurança, pontos religiosos em Jerusalém retomam atendimento a fiéis e visitantes.
O Muro das Lamentações, a Igreja do Santo Sepulcro e a Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, voltaram a receber fiéis e turistas nesta quinta-feira (9), após permanecerem fechados por 40 dias em razão das medidas de segurança adotadas por Israel durante o conflito recente.
O fechamento dos locais sagrados foi determinado em 28 de fevereiro, no início da operação militar conjunta entre Israel e Estados Unidos contra o Irã. A suspensão gerou protestos entre seguidores do judaísmo, cristianismo e islamismo, que tiveram o acesso restringido aos principais pontos religiosos da cidade.
Durante o período fechado, a Igreja do Santo Sepulcro realizou a tradicional missa de Páscoa sem a presença do público, celebrada pelo cardeal Pierbattista Pizzaballa. O religioso, Patriarca Latino de Jerusalém, também foi impedido de celebrar a missa de Ramos pela polícia israelense, algo que considerou inédito em séculos.
Com a reabertura, o Patriarca Ortodoxo Grego de Jerusalém, Teófilo III, liderou a cerimônia do Lava-pés, marcando as celebrações da Semana Santa Ortodoxa. Fiéis expressaram emoção ao retornar aos locais, destacando a importância espiritual do acesso à Igreja do Santo Sepulcro para a vivência plena do jejum e da fé.
Na Mesquita de Al-Aqsa, centenas de muçulmanos se reuniram ao amanhecer para as orações. Posteriormente, a entrada autorizada de fiéis judeus no complexo, conhecido também como Monte do Templo, gerou tensão entre os presentes, refletindo o histórico conflito religioso que envolve o local.
O retorno dos visitantes acontece um dia após o início de um cessar-fogo de duas semanas, resultado de um acordo entre o governo americano e o regime iraniano, que colaborou para a normalização temporária da situação na região.
