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Alemanha reforça defesa diante da retirada de tropas dos EUA e apela por maior autonomia europeia

Alemanha reforça defesa diante da retirada de tropas dos EUA e apela por maior autonomia europeia
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Ministro alemão destaca necessidade de Europa assumir responsabilidade maior pela própria segurança após anúncio dos EUA de retirar 5 mil soldados do país.

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou neste sábado (2) que a Europa precisa assumir uma parcela maior da responsabilidade pela sua segurança, em resposta ao plano dos Estados Unidos de retirar 5 mil soldados do território alemão. A decisão americana reduz o contingente atualmente estimado em cerca de 35 mil militares no país.

Pistorius ressaltou que a Alemanha está avançando ao expandir suas Forças Armadas, acelerando a aquisição de equipamentos militares e investindo em infraestrutura. O país pretende aumentar o efetivo da Bundeswehr de 185 mil para 260 mil soldados, embora haja pressão para ampliar ainda mais esse número diante da crescente ameaça russa.

A retirada dos EUA inclui a saída de uma brigada de combate e o cancelamento do envio de um batalhão de ataque de longo alcance, previsto para este ano. Essa perda representa um golpe para a capacidade de dissuasão da Alemanha, especialmente enquanto a Europa desenvolve seus próprios sistemas de defesa.

A Otan, por sua vez, informou que está em diálogo com os Estados Unidos para compreender os detalhes da redução de tropas e destacou a importância de os países europeus aumentarem seus investimentos em defesa. A porta-voz da aliança, Allison Hart, lembrou que os membros concordaram em destinar 5% do PIB para a área militar na cúpula da Otan no ano passado, e que o fortalecimento da Europa dentro da aliança segue sendo prioridade.

O anúncio da retirada ocorre em meio a tensões diplomáticas entre Alemanha e EUA, após declarações do chanceler alemão Friedrich Merz sobre as negociações envolvendo o Irã, que foram criticadas pelo presidente americano Donald Trump. O processo de retirada deve durar até 12 meses e representa um ajuste que pode levar o número de tropas americanas na Europa para níveis anteriores a 2022.

Historicamente, a presença militar dos EUA na Alemanha remonta ao pós-Segunda Guerra Mundial e teve seu auge durante a Guerra Fria. Bases importantes, como Ramstein e Landstuhl, são utilizadas para operações em várias regiões, incluindo o Oriente Médio. A mudança atual sinaliza uma nova etapa na responsabilidade europeia pela própria segurança.

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