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MP-GO solicita suspensão urgente do concurso da Polícia Militar por irregularidades

MP-GO solicita suspensão urgente do concurso da Polícia Militar por irregularidades
◈ Contexto

Ministério Público de Goiás pede à Justiça a interrupção imediata do concurso da PM após denúncias de falhas e erros nas provas.

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) encaminhou à Justiça um pedido urgente para suspender o concurso público da Polícia Militar destinado aos cargos de soldado 3ª classe e cadete. A solicitação ocorre após diversas denúncias de irregularidades e falhas detectadas durante a aplicação das provas objetivas e discursivas, realizadas em 15 de janeiro.

A promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira destacou que a paralisação é necessária para evitar prejuízos aos candidatos, à administração pública e à sociedade enquanto o processo judicial está em andamento. No pedido, protocolado em 21 de março, o MP-GO também requer a reaplicação das provas e a divulgação de um novo cronograma para todas as etapas do concurso.

Em decisão anterior, de 31 de janeiro, a juíza Zilmene Gomide da Silva Manzoll já havia suspendido liminarmente parte das vagas oferecidas, especialmente as nomeações para os cargos mencionados, até que haja uma definição definitiva. Mesmo assim, o concurso continuou em andamento.

Entre as irregularidades apontadas estão a entrada de candidatos com aparelhos eletrônicos nas salas de prova, suspeitas de cola, erros nos cadernos de questões, como alternativas sublinhadas e menção a artigos inexistentes na Constituição Federal. Também foram identificados equívocos na identificação dos tipos de prova entregues aos candidatos, o que gerou insegurança e possíveis erros na correção dos exames.

Além disso, a divulgação das listas de aprovados para o cargo de cadete apresentou inconsistências. Foram publicadas três versões diferentes, sendo que a primeira foi retirada rapidamente do site da banca organizadora, a Fundação de Apoio à Pesquisa, Ensino e Assistência (Funrio), que alegou ter sofrido um ataque hacker.

O MP-GO ainda apontou falhas na divulgação dos gabaritos, com erros corrigidos somente após pressões dos candidatos e do próprio Ministério Público. O cronograma do concurso sofreu múltiplas alterações, e fotos das provas e cartões-resposta foram compartilhadas em redes sociais, indicando falta de controle rigoroso durante a aplicação.

Até o momento, a Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento (Segplan), responsável pelo concurso, aguarda comunicação oficial para se manifestar, e a Funrio ainda não se posicionou sobre as novas solicitações do MP-GO.

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