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Governo dos EUA intensifica ações que podem influenciar eleições no Brasil, diz Planalto

Governo dos EUA intensifica ações que podem influenciar eleições no Brasil, diz Planalto
◈ Contexto

Setor do governo americano, ligado a Marco Rubio, tem promovido atos que indicam interferência no pleito brasileiro, avaliam auxiliares de Lula.

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que os Estados Unidos estão adotando uma postura clara de interferência nas eleições brasileiras deste ano. No Palácio do Planalto, há preocupação de que essa estratégia possa se voltar contra os interesses americanos, devido à rejeição crescente no Brasil ao ex-presidente Donald Trump.

A interferência estaria sendo conduzida principalmente por um grupo ideológico dentro do governo americano, liderado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que mantém ligações próximas com a família Bolsonaro. Nos últimos dias, pelo menos seis episódios reforçaram essa percepção.

Dentre eles, destacam-se o encontro de Flávio Bolsonaro com Donald Trump na Casa Branca; a classificação das facções criminosas brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, após pedido do senador; a nomeação do deputado republicano Daniel Perez como embaixador dos EUA no Brasil; e a proposta de cobrar uma tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras, anunciada pelo Escritório de Comércio americano.

No mesmo dia do anúncio da tarifa, Trump publicou em sua rede social imagens do encontro com Flávio Bolsonaro, elogiando o senador. Além disso, Marco Rubio declarou publicamente que o Brasil não é aliado dos Estados Unidos, colocando o país na mesma lista de exceções que inclui Cuba, Nicarágua e Venezuela. Ele mencionou ainda o atual ciclo eleitoral brasileiro.

Para interlocutores do Planalto, a fala de Rubio foi intencional e explícita, sinalizando um posicionamento político americano que pode influenciar diretamente o processo eleitoral no Brasil. Apesar dos gestos concretos do governo dos EUA, a avaliação interna é que o efeito dessa interferência pode ser negativo para os americanos, dado o cenário político e a associação crescente entre Trump e Flávio Bolsonaro no país.

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