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Pesquisa Quaest revela divisão sobre papel de Flávio Bolsonaro no tarifaço dos EUA contra o Brasil

Pesquisa Quaest revela divisão sobre papel de Flávio Bolsonaro no tarifaço dos EUA contra o Brasil
◈ Contexto

Levantamento mostra que 47% dos brasileiros concordam com Lula e 35% com Flávio Bolsonaro sobre influência nas tarifas americanas.

Uma pesquisa divulgada pela Quaest em junho aponta que quase metade dos brasileiros (47%) acredita na acusação feita pelo ex-presidente Lula de que Flávio Bolsonaro teria solicitado ao governo dos Estados Unidos a imposição de tarifas comerciais elevadas contra o Brasil. Por outro lado, 35% dos entrevistados concordam com a versão do senador Flávio Bolsonaro, que nega a acusação e afirma ter pedido a Donald Trump que evitasse novas tarifas.

O estudo, que ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 5 e 8 de junho, traz a primeira medição da reação popular à proposta americana de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, motivada por alegações de práticas comerciais restritivas do Brasil. A medida ainda não entrou em vigor.

Metade dos entrevistados dizem estar cientes do encontro entre Flávio Bolsonaro e o ex-presidente americano Donald Trump, ocorrido no fim de maio, enquanto a outra metade desconhecia a reunião. Além disso, a pesquisa avaliou a percepção do público sobre a relação do Brasil com os EUA e os vínculos políticos entre os pré-candidatos Lula e Flávio Bolsonaro com Trump.

Classificação do PCC e Comando Vermelho como terroristas

A pesquisa também investigou a opinião dos brasileiros sobre a decisão dos EUA de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Cerca de 63% já conheciam essa medida, e 60% dos entrevistados apoiam que o governo brasileiro adote a mesma classificação. Já em relação à posição dos EUA, a opinião está dividida, com 45% favoráveis e 45% contrários.

Quando questionados sobre a influência de Flávio Bolsonaro na decisão americana, 47% dos participantes acreditam que ele teve papel importante, enquanto 37% discordam dessa ideia. A classificação das facções ocorreu em junho, após reunião de Flávio com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, levantando debates sobre soberania e cooperação internacional.

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