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Municípios de Rondônia avançam para eliminar lixões e implantar aterros sanitários

Municípios de Rondônia avançam para eliminar lixões e implantar aterros sanitários
◈ Contexto

Cidades da região central de Rondônia se preparam para substituir lixões a céu aberto por aterros sanitários até julho.

Seis municípios da região central de Rondônia, com população próxima a 200 mil pessoas, estão em fase final para encerrar o uso de lixões a céu aberto e encaminhar os resíduos sólidos para aterros sanitários. A medida atende ao prazo da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que exige o fim dos lixões até 31 de julho.

Ji-Paraná, maior gerador de resíduos da região com cerca de 100 toneladas diárias, está construindo um aterro sanitário privado na zona rural, com capacidade para receber 300 toneladas por dia. A expectativa é que a obra, iniciada em junho, seja concluída em até 180 dias. O projeto também atenderá outras cinco cidades próximas: Ouro Preto do Oeste, Vale do Paraíso, Mirante da Serra, Nova União e Urupá.

A coordenadora do programa ambiental responsável pelo aterro, Maria Aparecida de Oliveira, explica que o local será totalmente isolado para evitar contato do lixo com o solo e proteger o lençol freático. O chorume gerado passará por tratamento fisioquímico, reduzindo o impacto ambiental.

Além disso, para melhorar as condições de trabalho dos catadores, será criada uma central de triagem dentro do aterro, e barracões já estão sendo alugados nos municípios para que os profissionais possam atuar em locais adequados, protegidos do sol e com infraestrutura para o serviço.

Outros municípios também avançam em seus planos. Ouro Preto do Oeste, que gera cerca de 28 toneladas de lixo por dia, organiza uma associação de catadores com 24 integrantes. Nova União, com 8 mil habitantes e 1,3 tonelada diária de resíduos, alugou espaço para que cerca de 10 catadores façam a separação do material reciclável antes do envio ao aterro de Ji-Paraná.

Mirante da Serra e Urupá também estruturam associações para os catadores e planejam enviar o lixo não reciclável regularmente para o aterro sanitário. Vale do Paraíso está em processo de instalação de uma cooperativa de reciclagem para facilitar o encerramento do lixão local.

Em contraste, Teixeirópolis já eliminou seus lixões a céu aberto e desde janeiro deste ano transporta o lixo para o aterro sanitário de Cacoal. O antigo lixão foi reflorestado, recuperando a área ambientalmente.

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