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Fernando de Noronha registra nova captura de 24 peixes-leão em ação contra espécie invasora

Fernando de Noronha registra nova captura de 24 peixes-leão em ação contra espécie invasora
◈ Contexto

Operação em Noronha recolhe 24 peixes-leão, somando 154 capturas desde 2020 para controle da espécie invasora.

Uma ação coordenada em Fernando de Noronha resultou na captura de 24 peixes-leão, espécie invasora e venenosa que ameaça o ecossistema local. Desde a primeira captura da espécie na ilha, em dezembro de 2020, o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) já contabiliza 154 exemplares removidos.

Conhecido cientificamente como Pterois volitans, o peixe-leão possui espinhos tóxicos capazes de causar reações como febre, vermelhidão e até convulsões em humanos. Além disso, é um predador que consome espécies endêmicas, provocando desequilíbrios ambientais na região.

Após a captura, os peixes são encaminhados para estudos na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Fluminense (UFF) e na California Academy, nos Estados Unidos. A bióloga Clara Buck, do ICMBio, destaca que esses estudos analisam alimentação, reprodução, crescimento e genética dos indivíduos para aprimorar o manejo da espécie.

O controle do peixe-leão conta com o apoio de mergulhadores locais, treinados para realizar capturas e que atuam regularmente em ações conjuntas com o ICMBio, incluindo expedições em áreas profundas, onde o peixe pode atingir até 300 metros de profundidade. Essas expedições são essenciais para conter a expansão da espécie, já que indivíduos de zonas profundas podem migrar para áreas rasas, aumentando a população.

Embora a caça submarina seja proibida nas unidades de conservação da ilha, como o Parque Nacional Marinho e a Área de Proteção Ambiental (APA), os mergulhadores envolvidos no manejo possuem autorização especial para captura. A expectativa dos pesquisadores é que a população continue crescendo, pois o peixe-leão pode produzir até 30 mil ovos por mês.

Outras estratégias para controle ainda não foram implementadas em Noronha, mas incluem alternativas como o uso do peixe-leão na alimentação local e armadilhas específicas para áreas profundas. Essas medidas, aplicadas em conjunto, têm mostrado eficácia em outras regiões do Atlântico diante do avanço da espécie invasora.

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