Capital iraniana recebe cerimônia de despedida do ex-líder supremo Ali Khamenei, quatro meses após sua morte em ataques que provocaram conflito regional.
Teerã está cercada por um intenso esquema de segurança para o funeral de Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã, que será realizado ao longo de três dias. A cerimônia acontece quatro meses depois de sua morte em bombardeios atribuídos a Israel e aos Estados Unidos, que desencadearam uma guerra na região.
Autoridades locais esperam a presença de até 20 milhões de pessoas na capital durante as homenagens, que começam no sábado (4) e seguem até segunda-feira (6), no complexo religioso de Mosalla. O velório inclui também familiares que faleceram junto com Khamenei no ataque inicial, como uma filha, um genro, uma nora e uma neta.
Após o período de velório, o caixão será conduzido em cortejo pelas ruas de Teerã e, na terça-feira (7), seguirá para Qom, cidade sagrada para o país. O enterro está marcado para 9 de julho em Meshed, local de nascimento do ex-ayatolá, com uma passagem prevista pelo Iraque no dia anterior.
O funeral, considerado o maior da história do Irã, foi adiado devido ao conflito que durou quase 40 dias e resultou em milhares de mortes, incluindo altos comandantes iranianos. A cerimônia também é vista como uma demonstração de força do país após o confronto.
Entre os convidados estão representantes de cerca de 30 nações, especialmente da região, como o ex-presidente russo Dmitri Medvedev, o primeiro-ministro do Paquistão Shehbaz Sharif e um alto dirigente do Parlamento chinês. Nenhum líder europeu foi convidado.
Enquanto isso, Teerã enfrenta restrições rigorosas: veículos estão impedidos de circular em áreas próximas ao local do funeral, o aeroporto opera parcialmente e fechará totalmente na segunda-feira, que é feriado nacional, e comércios e empresas suspenderam suas atividades. O cenário político interno permanece tenso, com um cessar-fogo instável com os Estados Unidos e protestos recentes contra o custo de vida e o governo.
