Após a morte de dois soldados americanos na Jordânia, os EUA retomaram ataques a alvos iranianos, ampliando a escalada militar na região.
Os Estados Unidos anunciaram novos bombardeios contra o Irã neste sábado (18), em resposta à morte de dois militares americanos e o desaparecimento de outro após um ataque iraniano na Jordânia. A ação marca a oitava noite consecutiva de ofensivas americanas contra o país persa.
Segundo o Comando Central dos EUA, os ataques começaram às 19h, horário de Brasília, por ordem do presidente Donald Trump, com o objetivo de diminuir a capacidade iraniana de ameaçar a navegação no Estreito de Ormuz e retaliar a Guarda Revolucionária Islâmica, responsável pelo ataque na base americana em Al Azraq, Jordânia.
O confronto já resultou em 16 militares americanos mortos e mais de 430 feridos desde o início da guerra. Entre os danos causados pelo ataque iraniano na Jordânia, foram afetados helicópteros de combate, incluindo modelos Black Hawk, conforme reportado pelo jornal The New York Times.
Enquanto isso, o Irã denunciou a violação dos termos do cessar-fogo estabelecido em junho, suspendendo seus compromissos e convocando a população para unidade diante da escalada. A mídia estatal iraniana informou que os bombardeios americanos atingiram infraestruturas civis, como usinas elétricas e de dessalinização, afetando o abastecimento de água para milhares de pessoas, especialmente na província de Hormozgan e na ilha estratégica de Qeshm.
Em retaliação, o Irã também lançou ataques contra aliados dos EUA na região do Golfo, incluindo o Kuwait, onde usinas de dessalinização foram atingidas e o Aeroporto Internacional teve suas operações suspensas devido a ameaças contínuas de mísseis e drones. A Guarda Revolucionária afirmou ter destruído instalações militares americanas no país.
O cenário revela uma escalada significativa nas tensões entre Washington e Teerã, com ataques mútuos que ampliam o conflito no Oriente Médio e preocupam a comunidade internacional.
