Especialista explica os principais problemas nos joelhos, exercícios indicados e o papel da cirurgia na terceira idade.
Com o avanço da idade, os joelhos ficam mais suscetíveis a lesões e desgastes, especialmente nos meniscos e na cartilagem, o que pode levar à artrose. Estima-se que, nos próximos dez anos, o número de próteses de joelho aumentará significativamente no mundo todo.
Para prevenir esses problemas, é fundamental evitar sobrecarga constante, como excesso de peso e impactos fortes frequentes em esportes. Traumas agudos, como torções e batidas intensas, também devem ser evitados. Fortalecer a musculatura da coxa e os músculos que sustentam o tronco, como quadril, abdômen e lombar, ajuda na proteção da articulação.
Exercícios de baixo impacto e musculação são os mais indicados para quem já passou dos 50 anos. Atividades como natação, caminhada leve, remo e uso de aparelhos elípticos são recomendadas, enquanto exercícios que envolvem saltos, impactos repetidos ou esportes de contato físico, como futebol e vôlei, devem ser evitados.
Quando a artrose está em estágio avançado, causando dor constante, instabilidade, limitações de movimento ou desalinhamento significativo do joelho, os tratamentos não cirúrgicos costumam não ser suficientes para melhorar a qualidade de vida. Nesses casos, a substituição por prótese é a opção mais eficaz.
A cirurgia de prótese de joelho tem crescido, especialmente entre pessoas de 50 a 65 anos. Próteses personalizadas, feitas sob medida para cada paciente, oferecem melhor adaptação e sensação mais natural, permitindo maior liberdade para atividades físicas recreativas.
Após a cirurgia, a prática de exercícios é essencial para recuperar a força muscular perdida durante o período de dor e inatividade. Além disso, tratamentos com células-tronco e ortobiológicos estão sendo estudados para aliviar a dor e retardar a progressão da artrose, com avanços promissores para os próximos anos.
