Estados Unidos apuram possível envolvimento de grupo norte-coreano no maior ataque hacker contra a Binance, que resultou em um prejuízo de US$ 6,3 bilhões.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (30) que o governo americano está investigando se o recente ataque à Binance, maior plataforma de criptomoedas do mundo, teve participação de hackers vinculados à Coreia do Norte.
O ataque, que durou cerca de 20 minutos, resultou no roubo de aproximadamente US$ 6,3 bilhões, o que configura o maior assalto digital já registrado no setor de criptomoedas. A Binance trabalha em conjunto com autoridades internacionais, incluindo o FBI e o Serviço Secreto dos EUA, para apurar o caso.
Empresas especializadas em rastreamento de criptomoedas, como TRM Labs e Chainalysis, indicam que o grupo responsável pelo ataque tem ligação com a Coreia do Norte. Entretanto, a Binance ainda não confirmou a identidade dos criminosos.
Apesar do incidente, a corretora garantiu que os investimentos dos clientes brasileiros permanecem protegidos, pois estão armazenados em cold wallets, carteiras digitais desconectadas da internet que dificultam o acesso de hackers. Mesmo assim, os saques de criptomoedas foram temporariamente suspensos para garantir a segurança.
Em comunicado, a Binance ressaltou que segue as normas do Banco Central do Brasil, que exige a separação dos fundos dos usuários dos recursos da corretora. Contudo, essa medida não elimina completamente os riscos relacionados a ataques cibernéticos nem assegura o ressarcimento em caso de perdas.
