Pesquisas apontam maior risco de morte após abuso de álcool, explicam maior vulnerabilidade feminina ao Alzheimer e mostram que jejum intermitente pode reverter diabetes tipo 2.
Um estudo com registros de mais de 10 milhões de atendimentos em emergências hospitalares na Califórnia revelou que pessoas que sofrem ferimentos relacionados ao consumo excessivo de álcool têm cinco vezes mais chance de morrer em até um ano após o ocorrido. A pesquisa, publicada no Journal of Studies on Alcohol and Drugs, destaca que entre pacientes intoxicados ou com abuso de bebida, 5% morreram no ano seguinte, enquanto na população geral essa taxa é de 1%.
Os dados também mostram um aumento de 25,5% na dependência de álcool nos Estados Unidos entre 2019 e 2020, com crescimento anual de 2,2% nas mortes relacionadas. Apesar disso, menos de 10% dos afetados recebem tratamento adequado, segundo especialistas da University of California, Merced.
Proteína explica maior incidência de Alzheimer em mulheres
Pesquisadores do MIT e do Scripps Research identificaram uma proteína associada ao sistema imunológico, o componente C3 do sistema complemento, que aparece em níveis seis vezes maiores em cérebros de mulheres que tiveram Alzheimer, em comparação aos homens. A proteína sofre uma modificação química chamada S-nitrosilação, que é controlada pelo estrogênio, hormônio que diminui após a perimenopausa.
Essa alteração contribui para a ativação das microglias — células que atacam as conexões neurais — acelerando o declínio cognitivo. Como duas em cada três pessoas com Alzheimer são mulheres, os cientistas reforçam a importância de discutir a terapia de reposição hormonal de forma mais aberta entre médicos e pacientes.
Jejum intermitente pode colocar diabetes tipo 2 em remissão
Outra pesquisa publicada no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism mostrou que o jejum intermitente pode ajudar a reverter o diabetes tipo 2. Em um estudo com 36 participantes, 55% conseguiram interromper o uso de medicamentos e manter a remissão da doença por pelo menos um ano após três meses de dieta em janela alimentar restrita.
O resultado surpreende porque 65% dessas pessoas conviviam com o diabetes há mais de seis anos, o que desafia a ideia de que a remissão só é possível em estágios iniciais da doença.
