Governo americano quer obrigar visitantes de 42 países a fornecer dados detalhados de redes sociais e contatos pessoais para entrar no país.
O governo dos Estados Unidos apresentou uma proposta para exigir que turistas de 42 países, atualmente isentos de visto, forneçam o histórico de suas redes sociais dos últimos cinco anos para as autoridades americanas. A lista inclui países como Alemanha, França, Reino Unido e Japão, cujos cidadãos utilizam o Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (ESTA) para entrar no país.
Atualmente, os turistas desses países pagam US$ 40 para solicitar a autorização, que é válida por dois anos, e fornecem informações básicas como e-mail, endereço residencial e contatos de emergência. Desde 2016, o compartilhamento de redes sociais era opcional. Com a nova proposta, além do histórico das redes sociais, os viajantes poderão ter que informar números de telefone usados nos últimos cinco anos e endereços de e-mail dos últimos dez anos.
O documento divulgado pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA também prevê que os turistas forneçam dados pessoais de parentes próximos, como nomes, datas e locais de nascimento, endereços e telefones dos últimos cinco anos. A falta ou inconsistência dessas informações pode resultar na recusa da entrada no país.
A proposta foi publicada no Federal Register, o diário oficial americano, e passará por um período de consulta pública de 60 dias, durante o qual cidadãos e entidades poderão enviar comentários e sugestões antes da possível implementação.
Essa medida segue uma série de ações recentes do governo americano para reforçar o controle sobre estrangeiros, incluindo a recomendação para negar vistos a profissionais ligados à moderação de conteúdo e segurança digital, além de restrições para jornalistas estrangeiros. O contexto político atual também tem reforçado o discurso contra imigrantes, enquanto o turismo internacional nos EUA enfrenta queda significativa nos gastos, segundo o World Travel & Tourism Council.
O aumento das exigências ocorre em um momento em que os Estados Unidos se preparam para receber grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de 2026 e os Jogos Olímpicos de 2028, que devem atrair um volume elevado de turistas estrangeiros.
