Tribunal de São Paulo concede liminar que impede o grupo francês Casino de vender suas ações no Grupo Pão de Açúcar.
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) conseguiu uma decisão judicial que impede o grupo francês Casino Guichard-Perrachon de vender as ações que detém na empresa. A liminar foi concedida pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo.
O Casino, que possui 22,5% do capital do GPA e é acionista desde 1999, está proibido de realizar novas vendas das suas ações. Além disso, a decisão suspende a liquidação financeira de ações já negociadas até a conclusão do processo.
Essa medida foi tomada dentro de um processo de arbitragem iniciado pelo GPA em maio de 2025, que busca evitar o esvaziamento do patrimônio da varejista por meio da alienação das ações do Casino.
Contexto financeiro e recuperação extrajudicial
Em março, o GPA anunciou um acordo com seus principais credores para um plano de recuperação extrajudicial, renegociando cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas sem recorrer à recuperação judicial. Esse tipo de acordo permite que a empresa reorganize suas finanças com mais prazo e melhores condições de pagamento, mantendo suas operações em funcionamento normal.
A recuperação extrajudicial tem duração inicial de 90 dias e não abrange dívidas com fornecedores, clientes ou questões trabalhistas.
O GPA controla várias redes de supermercados, como Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar, Pão de Açúcar Fresh, Extra e Mini Extra, além de marcas próprias comercializadas em suas lojas.
