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Meta enfrenta nova ação nos EUA por suposta criação de redes sociais viciantes para jovens

Meta enfrenta nova ação nos EUA por suposta criação de redes sociais viciantes para jovens
◈ Contexto

Procuradoria de Massachusetts acusa Meta de desenvolver recursos que exploram vulnerabilidades psicológicas de adolescentes.

A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, está prestes a enfrentar um novo processo judicial nos Estados Unidos. A ação foi aberta pela procuradora-geral do estado de Massachusetts, que acusa a companhia de criar intencionalmente plataformas de redes sociais que viciam jovens.

Segundo a denúncia, ferramentas do Instagram como notificações automáticas, sistema de ‘curtidas’ e a rolagem infinita foram projetadas para explorar a vulnerabilidade psicológica dos adolescentes, especialmente o medo de exclusão social. Dados internos da empresa indicariam que esses recursos causam dependência e danos à saúde mental das crianças.

Essa nova ação judicial ocorre em meio a uma série de processos semelhantes em diversos estados americanos. Em março, um júri em Los Angeles concluiu que Meta e Google foram negligentes ao desenvolver plataformas prejudiciais para jovens, determinando o pagamento de US$ 6 milhões a uma jovem que alegou dependência desde a infância. Além disso, em outro julgamento, a Meta foi condenada a pagar US$ 375 milhões por supostamente enganar usuários sobre a segurança de suas redes e permitir exploração sexual infantil.

A Meta nega as acusações e afirma que mantém diversas medidas para proteger adolescentes e jovens em suas plataformas. A empresa também tentou impedir o processo de Massachusetts com base na Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, que geralmente protege empresas de responsabilidade sobre conteúdo gerado por usuários, mas um juiz decidiu que essa proteção não se aplica às alegações relacionadas ao design da plataforma e às declarações sobre segurança.

Até o momento, pelo menos 34 estados americanos apresentam ações semelhantes contra a Meta, refletindo um crescente movimento para responsabilizar as redes sociais pelos impactos negativos em usuários jovens.

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