Levantamento aponta aumento expressivo nos preços do diesel impulsionado pela guerra no Oriente Médio.
O preço médio do diesel no Brasil chegou a R$ 7,22 nesta quarta-feira (19), segundo dados da TruckPag, empresa especializada em gestão de frotas. O valor representa um aumento de cerca de 25% em relação ao final de fevereiro, quando a média estava em R$ 5,74, no início do conflito no Oriente Médio.
A pesquisa da TruckPag é baseada em mais de 143 mil transações realizadas em 4.664 postos de combustível, sendo que 94% deles estão localizados em rodovias. Nos últimos 30 dias, 81,9% das compras foram feitas por caminhões, reforçando o impacto direto na logística do país.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também registrou alta nos preços, com aumento de 11% na última semana em comparação à anterior. Porém, os dados da ANP são divulgados semanalmente e apresentam um atraso que não reflete totalmente a rápida escalada dos valores.
Estados como Tocantins, Piauí, Goiás, São Paulo e Santa Catarina tiveram aumentos superiores a 25%, com Tocantins liderando a alta, com 37,1% no preço do litro do diesel desde o fim de fevereiro.
Fatores que influenciam a alta
A escalada nos preços está relacionada às tensões globais, incluindo ataques a refinarias e o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz, que pressionam o mercado internacional de petróleo. Cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado e segue o preço do mercado externo, que subiu cerca de 80% em 20 dias.
Essa alta no custo do barril é repassada às distribuidoras e, consequentemente, aos postos e consumidores. O diesel é essencial para o transporte de cargas e o funcionamento da economia, e a alta impacta nos custos de alimentos, produtos industriais e serviços.
Apesar de medidas do governo federal, como redução de tributos e subsídio de R$ 0,32 por litro, o efeito dessas ações ainda não foi refletido nos preços finais ao consumidor.
