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Shahed-136: o drone iraniano que mudou o custo e a dinâmica dos conflitos atuais

Shahed-136: o drone iraniano que mudou o custo e a dinâmica dos conflitos atuais
◈ Contexto

Drones iranianos Shahed-136 se destacam por baixo custo e impacto estratégico em guerras recentes.

O drone Shahed-136, desenvolvido pelo Irã, tem se mostrado um recurso decisivo nas recentes tensões militares da região do Golfo e além. Com produção simples e preço acessível, esses drones têm sido usados em grandes quantidades para sobrecarregar os sistemas de defesa aérea de países como Israel e Estados do Golfo.

Com cerca de 3,5 metros de comprimento, o Shahed-136 pode ser lançado de estruturas improvisadas e em grande volume, estratégia semelhante à adotada pela Rússia na Ucrânia, onde o modelo é usado sob o nome Geran-2. Em poucas semanas, o Irã já lançou mais de mil unidades, apostando na saturação das defesas adversárias em vez da precisão individual.

O custo de fabricação de cada drone varia entre US$ 20 mil e US$ 50 mil, enquanto o disparo de mísseis para interceptá-los pode custar milhões de dólares. Essa diferença representa um desafio estratégico, pois torna o ataque barato e a defesa muito cara. Além disso, o voo lento e errático do Shahed-136 dificulta sua detecção e interceptação.

Além do uso no Oriente Médio, o drone tem impacto significativo na guerra da Ucrânia, onde Moscou o utiliza para atingir infraestrutura civil e áreas residenciais. O conflito ucraniano também evidenciou a eficácia dos drones para reconhecimento e ataque, influenciando acordos recentes de cooperação em defesa entre Ucrânia, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Reconhecendo essa mudança, os Estados Unidos estão desenvolvendo seu próprio drone de baixo custo, o Lucas, inspirado no Shahed-136. O sistema americano busca equilibrar a estratégia iraniana, oferecendo um drone barato de longo alcance para uso em conflitos, conforme destacou o comandante do Comando Central dos EUA.

O uso crescente desses drones redefine a guerra moderna, transformando a dinâmica dos ataques e da defesa, e pressionando países a adotarem novas tecnologias e estratégias para enfrentar ameaças que combinam simplicidade e efetividade.

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