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Só 2,65% da Caatinga em Pernambuco está sob proteção integral, revelam dados ambientais

Só 2,65% da Caatinga em Pernambuco está sob proteção integral, revelam dados ambientais
◈ Contexto

Pernambuco protege menos de 3% da Caatinga em áreas de preservação integral, enquanto desmatamento e caça ilegal avançam no bioma.

A Caatinga de Pernambuco, que ocupa mais de 8,2 milhões de hectares, conta com apenas 2,65% dessa área em unidades de proteção integral, segundo dados da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). Essa porcentagem representa cerca de 219 mil hectares protegidos, distribuídos em 13 unidades de conservação, entre federais, estaduais e municipais.

Essas áreas têm como objetivo preservar a fauna e flora nativas, proibindo atividades como caça e retirada de madeira. Entre as categorias de proteção integral previstas na legislação estadual estão Estação Ecológica, Parque Estadual, Monumento Natural, Refúgio de Vida Silvestre e Reserva Biológica, cada uma com regras específicas quanto ao acesso e uso.

A maior unidade de conservação da Caatinga em Pernambuco é a Estação Ecológica Serra da Canoa, localizada na zona rural de Floresta, com cerca de 7,6 mil hectares. Apesar da proteção legal, denúncias apontam para a prática de caça ilegal e extração de madeira dentro da área. O gestor local confirma desafios como a presença de caçadores e moradores, além da necessidade de regularização fundiária para fortalecer a conservação.

Próximo dali, o Parque Estadual Mata da Pimenteira, em Serra Talhada, com 887 hectares, preserva uma forma mais densa e rara da Caatinga, conhecida como Caatinga Florestal. A área é utilizada para pesquisas, mas também enfrenta problemas similares, como a caça ilegal, que preocupa pesquisadores e biólogos que atuam na região.

A extração ilegal de madeira, especialmente de espécies valiosas para a produção de carvão e artesanato, é outro ponto crítico. Caminhões carregados com madeira nativa circulam pelas estradas do Sertão, muitas vezes tentando driblar a fiscalização. A CPRH realiza apreensões e fiscalizações, mas o efetivo limitado e a extensão das áreas dificultam o controle.

Especialistas e ambientalistas destacam a carência de investimentos e políticas públicas específicas para a Caatinga, bioma nacional e exclusivo do Brasil que sofre com o desmatamento e o avanço das atividades ilegais. O fortalecimento das unidades de conservação, com gestão adequada e diálogo com as comunidades locais, é apontado como fundamental para garantir a preservação da biodiversidade e o equilíbrio ambiental no estado.

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