Empresa amplia prazo e reduz custo da dívida com plano de recuperação extrajudicial.
O Grupo Pão de Açúcar anunciou que finalizou a renegociação com seus credores para o plano de recuperação extrajudicial referente a uma dívida de R$ 4,57 bilhões. O acordo prevê uma redução superior a 50% no valor total das obrigações ao longo do tempo, além do alongamento do prazo médio de pagamento para 6,4 anos e diminuição do custo médio da dívida.
Entre as estratégias do plano estão a reestruturação de créditos em debêntures conversíveis, que podem ser convertidas em ações da companhia, no valor de até R$ 1,1 bilhão, e a captação de um novo financiamento de até R$ 200 milhões. A proposta foi aprovada por credores que representam 57,49% dos créditos envolvidos e pelo conselho de administração do grupo.
O plano será protocolado na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. Segundo a empresa, as medidas vão gerar liquidez significativa e reduzir em mais de R$ 4 bilhões os desembolsos previstos para os próximos dois anos, aliviando o fluxo de caixa.
Apesar dos desafios financeiros, o Grupo Pão de Açúcar afirmou que suas operações continuam saudáveis e que mantém os pagamentos em dia com fornecedores. A companhia enfrenta dificuldades desde 2022, devido à queda no consumo, alta inflação dos alimentos e juros elevados, além de custos extras com mudanças na gestão, dívidas fiscais e trabalhistas, e fechamento de lojas com desempenho abaixo do esperado.
No final de 2025, o grupo acumulava um déficit de cerca de R$ 1,2 bilhão e havia sinalizado incertezas sobre sua capacidade de operação no longo prazo. Para enfrentar esse cenário, o Pão de Açúcar adotou medidas de reorganização financeira, incluindo a renegociação de dívidas, redução de custos e busca por reforço de caixa, resultando no plano de recuperação extrajudicial agora acordado.
