Livro com relatos e fotos vai resgatar a trajetória do Parque Zoobotânico da Ufac, que completou 40 anos em 2020.
Com 40 anos completados em 2020, o Parque Zoobotânico da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, está tendo sua história resgatada por meio de um projeto que reúne depoimentos, fotografias e documentos. O objetivo é compilar essas memórias em um livro que destaque a importância do espaço para a pesquisa, ensino e conservação ambiental na região.
O parque ocupa uma área de aproximadamente 115 hectares e conta com diversas estruturas, como arboreto, herbário, viveiro para produção de mudas, laboratórios de análise de sementes e entomologia, além de setores dedicados a estudos sobre uso da terra e conservação. Desde a sua criação, o local tem sido fundamental na formação de profissionais da área ambiental no Acre.
O Projeto Memórias do Parque Zoobotânico da Ufac busca localizar cerca de 300 pessoas que participaram dos primeiros passos do parque, entre ex-professores, ex-alunos e servidores. Até o momento, 150 colaboradores já foram contatados e compartilharam suas experiências. O coordenador do projeto, professor Carlos Edegard de Deus, destaca que muitos desses envolvidos ocupam hoje posições estratégicas na gestão ambiental do estado.
Além do livro, o projeto inclui a elaboração de um artigo científico sobre a história dos setores do parque, a reorganização de arquivos históricos e a criação de uma linha do tempo com os principais documentos acumulados ao longo dessas quatro décadas. Também está prevista a revitalização do site do parque no portal da Ufac e a produção de um vídeo institucional com depoimentos.
Uma homenagem especial será feita em memória daqueles que contribuíram para a construção do parque e já faleceram, reconhecendo o papel de homens e mulheres que dedicaram esforços ao local. O projeto teve seu cronograma impactado pela pandemia de Covid-19, mas a expectativa é concluir as atividades ainda em 2023.
O Parque Zoobotânico segue sendo um espaço ativo para educação ambiental, recebendo alunos, professores e pesquisadores, além de manter áreas naturais preservadas que servem para estudos e visitas técnicas.
