Banco central dos EUA mantém juros estáveis em meio a tensões no Oriente Médio e alta do petróleo.
O Federal Reserve (Fed) decidiu manter a taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, anunciando a medida nesta quarta-feira (18). Essa é a segunda vez consecutiva que o banco central mantém os juros nesse patamar, o menor desde setembro de 2022.
A decisão ocorre em um cenário de instabilidade global, marcado pela guerra no Oriente Médio, que levou à alta significativa dos preços do petróleo. O Fed destacou que as incertezas relacionadas ao conflito e seu impacto na inflação americana foram fatores determinantes na avaliação da política monetária.
O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) ressaltou que a economia dos EUA continua se expandindo a um ritmo sólido, com o mercado de trabalho estável e taxa de desemprego praticamente inalterada. No entanto, a inflação permanece acima do objetivo de 2%, pressionada pelos custos elevados de energia.
Apesar da manutenção dos juros, a maioria dos membros do Fomc projeta um corte modesto em 2026. O presidente do Fed, Jerome Powell, destacou que alguns participantes da reunião sugeriram que a próxima medida pode ser uma alta, refletindo um posicionamento mais cauteloso diante dos riscos econômicos.
O conflito no Oriente Médio elevou o preço do petróleo para cerca de US$ 100 por barril, impactando diretamente os custos de combustíveis e, consequentemente, a inflação nos EUA. O bloqueio do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo, tem sido um ponto crítico dessa alta nos preços.
No Brasil, a decisão do Fed influencia a política monetária nacional, contribuindo para a manutenção da taxa Selic em níveis altos devido à valorização do dólar e à pressão inflacionária gerada pelo câmbio.
