Anthropic e OpenAI aceleram corrida para estreia na bolsa, intensificando rivalidade na inteligência artificial.
A Anthropic e a OpenAI travam uma disputa acirrada para se tornarem as primeiras gigantes da inteligência artificial generativa a abrir capital na bolsa de valores. A corrida bilionária reflete a importância que ambas as empresas dão para definir padrões financeiros e conquistar a preferência dos investidores no setor.
Em junho, a Anthropic surpreendeu ao protocolar de forma confidencial seus documentos para oferta pública inicial (IPO) junto às autoridades americanas, antecipando-se à OpenAI, que fez o mesmo uma semana depois. A OpenAI, avaliada em cerca de US$ 1 trilhão, planejava lançar sua oferta já em setembro, segundo fontes consultadas pela Reuters.
Essa competição não se limita apenas aos bastidores financeiros, mas também à rivalidade entre os CEOs Sam Altman (OpenAI) e Dario Amodei (Anthropic), ex-pesquisador da OpenAI e um dos criadores da tecnologia por trás do ChatGPT. A tensão entre eles impulsiona o ritmo acelerado de lançamentos e investimentos em ferramentas de IA, impactando diretamente o mercado e o uso da tecnologia no cotidiano.
Além disso, as duas empresas adotam metodologias diferentes para contabilizar suas receitas, o que gera debates sobre a real dimensão de seu faturamento. A Anthropic registra a receita bruta, enquanto a OpenAI contabiliza apenas a receita líquida, descontando repasses a parceiros como Microsoft. Essa divergência tem influenciado a percepção dos investidores e reforçado a urgência em definir um padrão contábil favorável.
Internamente, a pressão para superar a concorrente tem causado desafios também na OpenAI, com discussões sobre o cronograma e a capacidade de cumprir as exigências para a abertura de capital. Apesar disso, Sam Altman declarou que não pretende apressar a estreia da empresa na bolsa.
A rivalidade entre Anthropic e OpenAI tem raízes desde 2020, quando Amodei deixou a OpenAI para fundar a Anthropic, focada em segurança na IA. Desde então, as duas companhias têm competido em lançamentos como o ChatGPT e o chatbot Claude, além de aprimoramentos em ferramentas para programação e modelos de raciocínio.
Essa disputa, que já chegou a se manifestar publicamente em eventos e até em críticas mútuas, destaca a importância da inteligência artificial como um dos principais motores da inovação tecnológica atual, com impactos econômicos e estratégicos que reverberam em Wall Street e no mercado global.
