Intervenções não medicamentosas podem melhorar a qualidade de vida e diminuir custos no cuidado a pessoas com demência.
Pesquisadores da Brown University identificaram que abordagens não farmacológicas no tratamento de pacientes com demência, como Alzheimer, podem reduzir significativamente os custos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes e seus cuidadores. Essas estratégias, focadas em manter a independência dos idosos em casa e oferecer suporte aos familiares, mostraram-se mais eficientes que os tratamentos convencionais baseados apenas em medicamentos.
O estudo avaliou quatro programas de intervenção não medicamentosa que buscam minimizar a necessidade de internação em instituições de longa permanência e ajudar os cuidadores a lidar com os desafios diários. Entre as iniciativas analisadas estão Maximizing Independence at Home, New York University Caregiver, Alzheimer’s and Dementia Care e Adult Day Service Plus, publicadas recentemente na revista Alzheimer´s & Dementia: The Journal of Alzheimer´s Association.
Além dos benefícios financeiros, esses métodos valorizam a adaptação do ambiente e das rotinas para reduzir o estresse e a frustração dos pacientes, que frequentemente manifestam comportamentos agressivos devido às dificuldades em realizar tarefas simples do cotidiano. Atividades automáticas, como escovar os dentes, tornam-se complexas diante do declínio cognitivo, exigindo paciência e compreensão.
Para ajudar no dia a dia, especialistas recomendam algumas orientações práticas: aceitar as limitações do paciente sem forçar atividades difíceis, simplificar escolhas cotidianas como roupas e alimentação, reduzir o ritmo para respeitar o tempo do idoso, manter o ambiente calmo e criar rotinas previsíveis. Também é importante comunicar-se com frases curtas e claras, evitar excesso de atividades que causem cansaço e minimizar dores ou desconfortos que o paciente possa sentir.
Adaptar as tarefas para que o paciente tenha sucesso, como usar roupas com velcro em vez de botões e talheres especiais, reforça a autonomia e evita frustrações. Por fim, o respeito constante é fundamental para garantir dignidade e qualidade de vida, independentemente da fase da doença.
