Políticos de diferentes espectros comentam a investigação que envolve o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, por supostas vantagens indevidas.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes relacionado ao Banco Master. Entre os alvos está Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, acusado de ter recebido vantagens econômicas indevidas, como um apartamento em Salvador e R$ 3,5 milhões, em troca de influência política no Congresso.
A operação provocou diversas manifestações no meio político. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), destacou a importância da presunção de inocência e afirmou solidariedade ao senador, ressaltando que ninguém deve ser considerado culpado antes do trânsito em julgado.
Do lado da oposição, o senador Carlos Viana (PSD-MG) elogiou a atuação do ministro do STF André Mendonça, relator do caso, e apontou que o nome de Wagner surgiu no centro das investigações, citando um apartamento de luxo e voos em jatos particulares ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), também crítico ao governo, afirmou que a verdade sobre o caso Master está vindo à tona e lembrou que Wagner, citado nas investigações, teria tentado obstruir trabalhos da CPMI do INSS.
Por sua vez, Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, enfatizou o direito à ampla defesa e ao contraditório, além de destacar que não há registros de áudios ou pedidos de dinheiro envolvendo Wagner e o ex-dono do Banco Master. Ele reforçou o compromisso do governo Lula com a autonomia das investigações e o respeito à presunção de inocência.
Até o momento, a assessoria do senador Jaques Wagner não se posicionou sobre as acusações e a operação da Polícia Federal.
