Ministro do STF requisitou documentos de inteligência da Polícia Federal que citam colegas da Corte.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou à Polícia Federal relatórios de inteligência que mencionam ministros da Corte. Essas informações embasaram um pedido feito por Moraes ao presidente do STF, Edson Fachin, para que o ministro André Mendonça seja investigado.
Os relatórios enviados são de difusão restrita e não têm caráter decisório nem valor probatório, segundo consta nos documentos. Além disso, Moraes havia pedido a inclusão de Mendonça no Inquérito das Fake News, aberto em 2019 para combater notícias falsas e proteger a democracia. No entanto, Fachin retirou esse pedido do inquérito e concedeu prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e Mendonça apresentem suas manifestações.
Fontes próximas ao gabinete de Mendonça interpretam a ação de Moraes como uma retaliação e apontam uma possível articulação para afastar Mendonça da relatoria do Caso Master, com o objetivo de encerrar o caso após as eleições.
Atualmente, o STF discute não o conteúdo das mensagens obtidas pela Polícia Federal, mas se a decisão de Mendonça de retirar o sigilo dessas informações seguiu os trâmites legais. A questão é técnica e pode resultar na anulação das investigações. A troca de mensagens envolvendo autoridades como Vorcaro e Moraes ainda está em análise pela Corte.
Outro ponto em debate é o pedido de nulidade apresentado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que foi mencionado nas mensagens divulgadas pela PF. Ministros entendem que, por conflito de interesse, outro procurador deveria ter feito esse pedido.
Essas questões estão sob análise de Fachin, que aguarda posicionamentos de Moraes e Mendonça. A expectativa é que o presidente do STF decida o que será levado a plenário nas próximas sessões.
