Imagem de satélite mostra calor extremo no solo da Europa Ocidental, com destaque para França e Espanha.
Uma imagem captada em 23 de junho de 2026 pela missão Copernicus Sentinel-3, da Agência Espacial Europeia (ESA), revelou temperaturas de superfície superiores a 50ºC em áreas do centro e sul da França e do norte da Espanha. O registro destaca o calor intenso que a Europa Ocidental vem enfrentando nos últimos dias.
Essa medição corresponde à temperatura da superfície terrestre (LST), ou seja, o calor diretamente no solo, que costuma ser mais alto que as temperaturas do ar indicadas pelas previsões meteorológicas. A imagem, obtida às 9h54 UTC (6h54 no horário de Brasília), exibe essas regiões em tons de vermelho e roxo, evidenciando os pontos mais aquecidos.
No mesmo período, a França registrou seu dia mais quente já medido, com temperatura média nacional de 29,8ºC, superando recordes anteriores. Em Pissos, no sudoeste francês, os termômetros chegaram a 44,3ºC. Na Espanha, a agência meteorológica local (AEMET) emitiu alerta vermelho para o norte da Península Ibérica, incluindo Gipuzkoa, Bizkaia e Cantábria, após termômetros atingirem 42,7ºC em Andújar, no sul do país.
A onda de calor tem causado impactos significativos, como o fechamento de escolas, atrasos em trens e apagões em países como França, Espanha e Itália. O fenômeno é resultado de um domo de calor, uma área de alta pressão que bloqueia a circulação do ar, mantendo o calor e o tempo seco concentrados. Atualmente, esse bloqueio é sustentado por um padrão atmosférico chamado bloqueio ômega, que puxa ar quente do Norte da África para a Europa Ocidental.
Esta é a segunda grande onda de calor que atinge a região em menos de dois meses, com alertas de calor extremo emitidos em países como Reino Unido, Alemanha, Suíça e Luxemburgo. A situação reforça a necessidade de monitoramento contínuo dos impactos sobre a saúde pública, infraestrutura, agricultura e ecossistemas.
