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Dor Crônica: Desafios e Avanços no Tratamento Integrado

Dor Crônica: Desafios e Avanços no Tratamento Integrado
◈ Contexto

No Brasil, cerca de 60 milhões de pessoas enfrentam dor crônica, que exige cuidados multidisciplinares para melhorar a qualidade de vida.

Mais de 50 milhões de norte-americanos convivem com dor crônica, segundo dados do CDC, e no Brasil o número é ainda maior: aproximadamente 60 milhões de pessoas, ou 37% da população, lidam com esse problema que persiste por pelo menos três meses seguidos.

Uma parcela significativa desses pacientes sofre de dor de alto impacto, que compromete atividades diárias e pode desencadear quadros de depressão, uso inadequado de substâncias e até risco de suicídio. Entre idosos, a dor é frequentemente encarada como algo esperado, o que prejudica a qualidade de vida dessa faixa etária.

Quando o assunto é câncer, a situação se agrava: entre 60% e 80% dos pacientes relatam dor, que em 90% dos casos poderia ser tratada adequadamente. No entanto, o controle da dor oncológica ainda enfrenta dificuldades na prática clínica.

Abordagem Completa da Dor

A teoria da dor total, desenvolvida pela médica e enfermeira britânica Cicely Saunders, destaca que a dor vai além do aspecto físico, incluindo dimensões psicológicas, sociais e espirituais. Isso significa que a perda do emprego, preocupações financeiras e a busca por sentido na vida são partes integrantes do sofrimento que precisam ser consideradas no tratamento.

Especialistas apontam que o manejo da dor ainda é insuficiente devido a fatores como a falta de capacitação dos profissionais, o acesso restrito a tratamentos multidisciplinares e a chamada opiofobia — o receio de prescrever opioides por medo da dependência. Esse medo limita o uso de medicamentos e terapias que poderiam melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Para enfrentar esses desafios, a participação de uma equipe integrada, incluindo médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas e assistentes sociais, é fundamental. Essa abordagem contribui para o aumento da imunidade, maior adesão aos tratamentos e melhor recuperação dos pacientes.

Em 2023, a International Association for the Study of Pain (IASP) destacou o cuidado integrativo da dor como tema global, reforçando a importância do autocuidado e das terapias não medicamentosas. O reconhecimento do sofrimento da dor e a busca por soluções abrangentes são passos essenciais para garantir dignidade e bem-estar a milhões de pessoas.

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