Levantamento mostra que 44% dos eleitores se posicionam à direita, enquanto 39% se identificam com a esquerda.
Uma pesquisa recente do Datafolha aponta que 44% dos eleitores brasileiros se identificam com a direita, contra 39% que se alinham à esquerda. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O levantamento não se baseia em uma pergunta direta sobre o posicionamento político, mas sim em uma série de questões relacionadas a valores sociais, culturais, políticos e econômicos. O resultado agrupa as respostas em cinco categorias: direita (15%), centro-direita (29%), centro (17%), centro-esquerda (26%) e esquerda (13%).
Este é o primeiro ano desde 2014 em que a direita supera a esquerda em identificação no país. Naquele ano, durante o governo Dilma Rousseff, a direita representava 45% e a esquerda 35%. Em 2022, a esquerda ainda liderava com 49%, enquanto a direita tinha 34%.
O perfil dos entrevistados também apresenta diferenças de gênero e religião. Entre homens, 50% se identificam com a direita e 33% com a esquerda. Entre mulheres, o quadro se inverte, com 44% à esquerda e 37% à direita. Entre evangélicos, 52% se posicionam à direita, enquanto 30% ficam à esquerda. Já entre católicos, o cenário é mais equilibrado, com 43% à direita e 39% à esquerda.
O Datafolha destaca que houve mudanças significativas em temas de comportamento, com a direita avançando de 39% para 52% nesse aspecto desde 2022, enquanto a esquerda caiu de 42% para 29%. Em questões econômicas, a esquerda mantém maior apoio, mas temas como segurança e visão sobre a pobreza mostram deslocamentos: o apoio à posse legal de armas subiu de 35% para 41%, e a percepção de que a pobreza decorre da falta de oportunidades diminuiu, enquanto a ideia de que é causada pela falta de vontade de trabalhar aumentou.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios brasileiros nos dias 17 e 18 de junho, com nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
