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Romeu Zema promete choque fiscal, privatizações e retaliação aos EUA em entrevista ao g1 e GloboNews

Romeu Zema promete choque fiscal, privatizações e retaliação aos EUA em entrevista ao g1 e GloboNews
◈ Contexto

Candidato do Novo à Presidência defende privatizar a Petrobras, critica tarifas dos EUA e propõe reforma no Judiciário.

Em entrevista ao g1 e à GloboNews nesta quinta-feira (6), o candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, anunciou que pretende implementar um choque fiscal de R$ 1 trilhão e privatizar diversas estatais, começando pela Petrobras, caso seja eleito. Ele também prometeu retaliar os Estados Unidos pelas tarifas impostas ao Brasil e defender uma reforma profunda no Judiciário.

Zema afirmou que suas propostas econômicas têm como base a experiência à frente do governo de Minas Gerais, onde foram privatizadas 118 empresas. Sobre a privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), ele explicou que o processo ainda está em andamento e atribuiu a demora à falta de apoio político no primeiro mandato. O candidato destacou que, na Presidência, terá mais capital político para avançar com as privatizações.

Na área fiscal, Zema defendeu a redução da estrutura da administração pública, incluindo a diminuição do número de ministérios, e afirmou que suas medidas devem atrair o mercado, contribuindo para a queda da taxa de juros.

Em relação à política externa, o candidato criticou a condução do governo Lula frente às tarifas americanas e disse que, se fosse presidente, retaliaria os Estados Unidos dentro do que for possível. Ele chamou o ex-presidente Donald Trump de “imprevisível e fanfarrão” e apontou que o Brasil precisa melhorar sua capacidade de negociação internacional.

Sobre segurança pública, Zema afirmou que se inspira no modelo do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, mas rejeitou adotar no Brasil medidas como prisões sem mandado e restrições ao habeas corpus. Ele defende uma intervenção federal permanente no Rio de Janeiro, com acompanhamento contínuo, para combater o controle das facções criminosas.

O candidato também falou sobre a proposta de reforma do Judiciário, sugerindo a criação de uma lista tríplice para escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), elaborada por diversas instituições, para retirar do presidente da República o poder exclusivo de indicação. Além disso, defendeu o uso da inteligência artificial para aumentar a produtividade do Judiciário e reduzir gradualmente o número de juízes.

Sobre denúncias envolvendo doações ao partido Novo e o Caso Master, Zema negou ter recebido recursos da família investigada e considerou que, se houve doação, pode ter sido por engano. Ele reafirmou críticas ao senador Flávio Bolsonaro relacionadas ao caso e ressaltou a independência política dentro de seu partido.

Por fim, Zema comentou sobre o Bolsa Família, dizendo que pretende aprimorar o programa, incluindo contrapartidas para beneficiários, e defendeu a ampliação do uso do Pix para outros países, destacando que o sistema não deve ser usado como moeda de troca em negociações internacionais.

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