Proprietários de hotéis em cidades-sede da Copa do Mundo 2026 relatam queda nas reservas e apontam fatores como preços altos e clima político.
Apesar da atmosfera festiva nas ruas de cidades como Houston, Kansas City e Nova York, os hotéis em locais que sediarão jogos da Copa do Mundo FIFA 2026 enfrentam uma realidade diferente: o movimento de reservas está abaixo do esperado para o período do torneio.
Deidre Mathis, dona do Wanderstay Boutique Hotel em Houston, revela que a ocupação para o evento está em 45%, bem menor que os 70% registrados no ano passado na mesma época. Ela atribui essa situação a uma combinação de fatores, incluindo o atual cenário político dos EUA, o aumento do custo de vida e os preços elevados dos ingressos para as partidas.
Enquanto a Associação Americana de Hotéis e Acomodações (AHLA) confirma que 80% dos hotéis nas cidades-sede enfrentam demanda inferior ao previsto, a plataforma Airbnb registra um aumento recorde no interesse por hospedagens relacionadas à Copa, indicando uma mudança no perfil de reserva dos visitantes.
Entre os torcedores, o custo dos ingressos é motivo de queixa. Hamish Husband, representante dos fãs da seleção escocesa, critica os valores altos cobrados pela FIFA, apontando que preços acima de US$ 1 mil para jogos são inacessíveis para muitos fãs. Ele também destaca esforços de países como Canadá para controlar a revenda abusiva de entradas.
Gerentes de hotéis em cidades importantes, como Stephen Jenkins em Kansas City e Manuel Deisen em Atlanta, esperam um aumento nas reservas conforme a data do torneio se aproxima. Ambos investem em eventos temáticos e transmissões ao vivo para atrair hóspedes e moradores locais durante a competição.
A FIFA informou que já vendeu mais de cinco milhões de ingressos e mantém a expectativa de alta demanda. Para facilitar a chegada dos torcedores, o governo dos EUA criou um grupo de trabalho especial e flexibilizou exigências para vistos, desde que os visitantes comprovem a posse de entradas para os jogos.
