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Flávio Bolsonaro nega envolvimento em ação contra aumento do Bolsa Família e critica reajuste

Flávio Bolsonaro nega envolvimento em ação contra aumento do Bolsa Família e critica reajuste
◈ Contexto

Candidato do PL rejeita ação judicial de aliado contra reajuste do Bolsa Família e questiona impacto do benefício.

Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, afirmou em live nesta quinta-feira (17) que não autorizou o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) a mover uma ação na Justiça Eleitoral para contestar o reajuste de 15% do Bolsa Família anunciado pelo presidente Lula.

“Não concordo com essa iniciativa, ele agiu por conta própria, sem meu consentimento”, declarou Flávio, referindo-se à tentativa de barrar o aumento do benefício, que ele classificou como eleitoreira.

O reajuste anunciado pelo governo federal eleva o piso do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691, valor que começará a ser pago a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o possível segundo turno das eleições presidenciais.

Decisão do TSE e posicionamento do ministro

O ministro André Mendonça, sorteado relator da ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou o pedido de Zé Trovão. Ele argumentou que um candidato a deputado federal não possui legitimidade para questionar judicialmente medidas relacionadas a um candidato à Presidência, devido às diferentes circunscrições eleitorais.

Mendonça deixou claro que a rejeição do processo não se pronuncia sobre a legalidade do reajuste ou seu enquadramento na legislação eleitoral.

Críticas ao reajuste e posicionamento político

Apesar de discordar da ação judicial, Flávio Bolsonaro criticou o aumento do benefício, chamando-o de insuficiente e afirmando que Lula tenta comprar votos com o reajuste de R$ 90 mensais.

Mais cedo, durante agenda na Bahia, o candidato do PL qualificou o decreto que autorizou o aumento como ilegal e proibido no período eleitoral, recomendando cautela aos eleitores para não acreditarem em falsas promessas.

O Ministério da Fazenda, por sua vez, defendeu o reajuste como uma recomposição da inflação acumulada, negando qualquer motivação eleitoral. A Advocacia-Geral da União (AGU) também ressaltou que a lei que criou o novo Bolsa Família em 2023 permite a correção dos valores, vedando sua redução.

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