A Petrobras suspende desconto na gasolina A, mas redução de tributos federais deve baixar o preço final nas bombas.
A Petrobras vai retirar o desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A vendida às distribuidoras a partir desta quinta-feira (10). Com isso, o preço médio da gasolina A, que é a gasolina pura antes da mistura com etanol anidro, passará a R$ 3,05 por litro nas vendas da estatal para as distribuidoras.
Apesar do fim desse desconto, o governo federal anunciou uma redução maior nos tributos federais sobre a gasolina, que será de R$ 0,63 por litro, medida que também entra em vigor nesta quinta. Segundo a Petrobras, considerando os impostos, o preço final da gasolina para o consumidor deve cair cerca de R$ 0,19 por litro em relação ao valor praticado até quarta-feira (9).
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referentes ao período de 30 de agosto a 5 de setembro, indicam que o preço médio da gasolina no Brasil estava em R$ 6,51 por litro. No mesmo intervalo, o diesel S-10 custava, em média, R$ 6,88, e o etanol hidratado era vendido a R$ 3,95 por litro.
Medidas do governo para combustíveis
Na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que amplia o subsídio para a gasolina de R$ 0,44 para R$ 0,63 por litro. Além disso, o governo zerou os tributos federais sobre o etanol hidratado, reduzindo seu custo em R$ 0,19 por litro.
Outra ação é a medida provisória que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel, que se soma ao subsídio atual de R$ 1,12, válido até 26 de setembro. Durante esse período, o subsídio total para o diesel alcança R$ 2,12 por litro.
Essas iniciativas chegam em meio à alta do petróleo no mercado internacional — o barril do tipo Brent voltou a superar US$ 100 devido a tensões no Oriente Médio — e a menos de um mês das eleições presidenciais. Vale lembrar que o Brasil importa mais de 25% do diesel que consome.
Composição dos preços dos combustíveis
O preço final dos combustíveis é influenciado por vários fatores, com a maior parcela destinada à remuneração das refinarias. Na gasolina, essa fatia representa 27,3%, seguida por 24,6% para distribuição e revenda, 24,1% de imposto estadual, 13,7% pelo custo do etanol anidro e 10,3% de impostos federais.
Já no diesel, 41,1% do preço corresponde à parcela das refinarias, 25,9% à distribuição e revenda, 17% a impostos estaduais, 11,3% ao biodiesel e 4,7% aos impostos federais.
