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Taxa de desemprego cai para 5,3% em agosto e número de trabalhadores bate recorde no Brasil

Taxa de desemprego cai para 5,3% em agosto e número de trabalhadores bate recorde no Brasil
◈ Contexto

Desemprego recua e população ocupada alcança 103,5 milhões no trimestre até agosto, segundo IBGE.

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto de 2026, conforme dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (29). Essa é a menor taxa registrada desde o início da série histórica e representa uma queda de 0,3 ponto percentual em relação aos três meses anteriores e ao mesmo período do ano passado, quando a taxa era de 5,6%.

No trimestre até agosto, o número de pessoas desocupadas caiu para 5,8 milhões, uma redução de 4,6% em relação ao trimestre anterior e 4,9% na comparação anual. Por outro lado, a população ocupada atingiu 103,5 milhões, o maior nível já registrado, com alta de 0,8% no trimestre e 1% em relação a agosto de 2025.

O crescimento no emprego foi puxado principalmente pelos setores da indústria e da construção civil. Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, a indústria, após um período de estabilidade, voltou a crescer, refletindo o planejamento para o segundo semestre e a preparação para períodos de maior demanda no comércio. Além disso, os níveis elevados de emprego e renda contribuem para manter o consumo aquecido.

O índice de ocupação, que mede a proporção de pessoas em idade de trabalhar que estão empregadas, subiu para 58,9%, um aumento de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e estável na comparação anual. A taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui desempregados e pessoas que gostariam de trabalhar mais horas, ficou em 13,1%, levemente abaixo do registrado no ano anterior.

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (excluindo domésticos) manteve-se no recorde de 39,5 milhões, com estabilidade tanto no trimestre quanto na comparação anual. A informalidade corresponde a 37,5% da população ocupada, totalizando 38,8 milhões de trabalhadores, número também estável em relação aos períodos anteriores.

Quanto ao rendimento, o salário real médio habitual ficou em R$ 3.777, estável no trimestre e com crescimento de 3,7% em relação ao ano anterior. A massa de rendimento real habitual alcançou R$ 385,6 bilhões, o maior valor da série histórica, com alta de 1,4% no trimestre e 4,8% no ano.

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