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Netanyahu acusa tentativa de fraude nas eleições israelenses sem apresentar provas

Netanyahu acusa tentativa de fraude nas eleições israelenses sem apresentar provas
◈ Contexto

Eleições em Israel registram alta participação e clima tenso com acusações e prisões durante votação.

As eleições parlamentares em Israel, realizadas nesta terça-feira (27), foram marcadas por um recorde de comparecimento às urnas e uma disputa acirrada entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seu principal rival, Gadi Eisenkot. Netanyahu denunciou supostas tentativas de fraude eleitoral, mas não apresentou evidências para sustentar as acusações.

O pleito acontece em um contexto delicado, após os ataques do Hamas em outubro de 2023, que colocaram a segurança nacional no centro da campanha. Segundo dados oficiais, a participação nas eleições chegou a 44,9% durante a tarde, o maior índice desde 1973. A votação encerrou às 22h, após um pedido de prorrogação feito pelo partido de Netanyahu, o Likud, ser negado pela legenda adversária Yashar, de Eisenkot.

Netanyahu acusou três membros do partido árabe Lista Árabe Unida (Ra’am) de tentar fraudar o processo eleitoral, após a prisão dos três no sul do país com envelopes contendo dinheiro. No entanto, as autoridades eleitorais esclareceram que os detidos ainda não haviam chegado aos locais de votação, classificando o episódio como um caso isolado em investigação. O líder do Ra’am, Mansur Abbas, rebateu as acusações, afirmando que Netanyahu estaria espalhando medo para mobilizar os eleitores de direita.

Em outro episódio de tensão, a polícia prendeu em Tel Aviv um homem armado com uma faca que ameaçou o líder de esquerda Yair Golan, que declarou que a violência não os intimidará. A eleição ocorre em meio ao isolamento internacional de Israel devido à ofensiva militar em Gaza, expansão de assentamentos e conflitos na Cisjordânia, além do crescimento da extrema-direita e do nacionalismo religioso no país.

Os resultados oficiais ainda podem demorar para serem divulgados, e é improvável que algum partido alcance a maioria absoluta de 61 cadeiras no Knesset, composto por 120 deputados. A participação dos partidos árabes, que representam cerca de 21% da população, pode ser decisiva para a formação do próximo governo, embora até o momento não haja sinais claros de alianças com os principais candidatos.

Enquanto isso, milhares de israelenses que vivem no exterior retornaram ao país para votar, refletindo a importância e a polarização deste pleito, que muitos consideram crucial para o futuro do país.

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