Ex-deputado faltou a interrogatório por videoconferência no Supremo, e processo pode seguir para fase final.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) não participou do interrogatório marcado para esta terça-feira (14) no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é réu em uma ação penal por coação no curso do processo, relacionada à tentativa de golpe de Estado que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão.
Morando nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, Eduardo Bolsonaro deveria prestar depoimento por videoconferência, já que não retornou ao Brasil desde então. O ex-parlamentar não indicou advogado para o caso e está sendo representado pela Defensoria Pública da União (DPU).
Durante a audiência, o juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, afirmou que a ausência do réu prejudicou o interrogatório. Foi aberto um prazo de cinco dias para que a DPU e a Procuradoria-Geral da República (PGR) indiquem se desejam solicitar novas diligências. Caso contrário, o processo poderá seguir para as alegações finais, primeiro da PGR e depois da defesa.
A PGR acusa Eduardo Bolsonaro de tentar interferir no andamento do processo ao buscar, junto ao governo dos Estados Unidos na gestão Trump, a imposição de sanções e tarifas contra o Brasil e autoridades do Judiciário como forma de retaliação. A investigação aponta que, junto com Paulo Figueiredo, produtor de conteúdo aliado da família Bolsonaro e também réu, ele teria ameaçado ministros do STF usando essas conexões internacionais.
Essas ações envolveriam contatos com membros do alto escalão do governo americano, com o objetivo de pressionar o Judiciário brasileiro. O caso segue em análise no Supremo, com possibilidade de avanço para as etapas finais antes do julgamento.
