Ipês-rosa colorem ruas e encantam moradores em Presidente Prudente durante a florada de inverno.
Com a chegada do inverno, as árvores de ipê começam a florescer em Presidente Prudente, oferecendo um espetáculo natural que colore as ruas e praças da cidade. O destaque atual é para o ipê-rosa, cujas flores ganham destaque em diversos bairros, deixando a paisagem urbana mais vibrante e atraente.
Moradores como Orlando Luís, que acompanhava a saída da filha de um curso na Vila Iolanda, expressam admiração pela beleza das árvores. Ele relembra a presença dos ipês em sua casa e destaca a perfeição da natureza ao criar essas espécies que encantam pela cor e forma.
Espécies e ciclos de florada
Segundo o biólogo Luiz Waldemar de Oliveira, os ipês geralmente florescem uma vez ao ano, entre maio e outubro, dependendo da espécie. O florescimento é influenciado por fatores naturais como fotoperíodo, temperatura e chuvas, adaptados ao longo de milhares de anos. A maioria das espécies é nativa do Cerrado, como o ipê-roxo e o amarelo, com populações expressivas na região do Parque Estadual do Morro do Diabo. O ipê-de-el-salvador, originário da América Central, também é comum em Presidente Prudente, caracterizado por flores grandes e rosa que surgem nas extremidades dos galhos.
O professor André Gonçalves Vieira destaca que os ipês têm rápido crescimento e desempenham papel essencial na fauna local, servindo de alimento e abrigo para diversas espécies de animais, além de contribuírem para a polinização de outras plantas. Ele ainda explica que cada cor de ipê floresce em períodos específicos do ano, adaptando-se às condições de baixa umidade e reduzindo a competição com outras espécies.
Importância ecológica e urbana
As cores das flores dos ipês são geneticamente definidas, atraindo diferentes polinizadores, como abelhas, beija-flores e aves nectarívoras. O ipê-amarelo, por exemplo, é especialmente importante para grandes abelhas e beija-flores, enquanto o ipê-branco atrai abelhas nativas sem ferrão.
Na arborização urbana, os ipês são valorizados por serem espécies nativas, resistentes a pragas e doenças, e por contribuírem para o embelezamento da cidade com suas flores exuberantes. Suas sementes são dispersas pelo vento e por animais, garantindo a continuidade da espécie e o sustento da fauna local durante a temporada de florada.
