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Lula afirma a Trump que Brasil rejeita qualquer interferência nas eleições

Lula afirma a Trump que Brasil rejeita qualquer interferência nas eleições
◈ Contexto

Presidente Lula declarou que Brasil não aceita ingerência externa no processo eleitoral e destacou autonomia do povo brasileiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que deixou claro ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Brasil não aceita interferência externa nas eleições. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Progresso, em Juazeiro do Norte (CE), na última sexta-feira (4).

Questionado sobre a possibilidade de influência americana no pleito brasileiro deste ano, Lula foi enfático: “Se tiver, vai perder. Eu disse para o Trump: nós não aceitamos ingerência de ninguém nas eleições. E se entrar, vai perder”.

O diálogo entre os dois líderes ocorreu no final de agosto, após pedido do presidente brasileiro. Segundo fontes oficiais, a conversa teve tom amigável e não envolveu questionamentos sobre o sistema eleitoral do Brasil, considerado confiável por Lula.

Durante a entrevista, o presidente ressaltou o orgulho e a autonomia do povo brasileiro, afirmando que quem decide o futuro do país é a população. Ele também comentou sobre a relação comercial com os EUA, destacando que, apesar das tarifas impostas por Washington, o Brasil tem ampliado exportações para outros mercados.

Recentemente, o governo brasileiro retomou negociações com os Estados Unidos para discutir as tarifas aplicadas sobre produtos nacionais. Em nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio afirmaram que discordam das medidas americanas, classificadas como discriminatórias e incompatíveis com regras multilaterais de comércio.

O Brasil também acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as tarifas, que incluem alíquotas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros, relacionadas a alegações de práticas desleais e trabalho forçado. Apesar da disposição dos EUA para diálogo, diplomatas brasileiros não esperam reversão das medidas, mas valorizam o posicionamento diante da comunidade internacional.

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