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Brasil e a importância estratégica das terras raras na disputa entre EUA e China

Brasil e a importância estratégica das terras raras na disputa entre EUA e China
◈ Contexto

Com a segunda maior reserva mundial, o Brasil ganha destaque na corrida tecnológica e geopolítica por terras raras, essenciais para energia limpa e eletrônicos.

O Brasil se tornou um protagonista na disputa global por terras raras, minerais fundamentais para tecnologias avançadas e energias renováveis. Apesar do nome, essas substâncias não são nem terras nem tão raras, mas formam um grupo de 17 elementos químicos essenciais para fabricar desde motores de carros elétricos até componentes eletrônicos.

O país possui a segunda maior reserva mundial, um ativo estratégico que está em pauta no Congresso Nacional e no encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, nos Estados Unidos. A importância dessas reservas vai além da quantidade: o Brasil reúne condições naturais únicas, com formações vulcânicas e clima tropical que favoreceram a concentração desses elementos no solo.

As terras raras são divididas em dois grupos principais: as leves, mais abundantes, como lantânio e neodímio, e as pesadas, como disprósio e lutécio, que são mais raras e valiosas para tecnologias de ponta. O desafio está no processamento desses minerais, que é complexo e caro devido à semelhança química entre os elementos, exigindo etapas industriais sofisticadas e controle ambiental rigoroso.

Embora o Brasil tenha vastas reservas, ainda depende de outros países, especialmente a China, que domina cerca de 90% do processamento global. Esse cenário gera uma espécie de ‘guerra fria’ geopolítica, com os Estados Unidos buscando alternativas para diminuir sua dependência chinesa, colocando o Brasil como parceiro estratégico nessa corrida.

Para avançar, o Brasil precisa ir além da exportação da matéria-prima e investir em tecnologia para agregar valor e transformar as terras raras em produtos finais, como ímãs e chips. Nesse sentido, o Congresso aprovou recentemente uma política nacional para incentivar a exploração sustentável e o desenvolvimento tecnológico do setor, com recursos destinados à atração de investimentos e transferência de conhecimento.

Assim, o país pretende garantir soberania sobre suas riquezas minerais, equilibrando interesses econômicos e ambientais, enquanto se posiciona como um ator-chave na transição para uma economia global mais verde e tecnologicamente avançada.

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