Bloqueio dos EUA e falta de combustível reduzem visitantes e agravam escassez em Cuba.
O turismo em Cuba enfrenta uma queda acentuada devido à crise energética provocada pelo bloqueio marítimo dos Estados Unidos, que limita o abastecimento de combustíveis essenciais para a ilha. Em 2025, o país recebeu apenas 1,8 milhão de turistas, uma redução de cerca de 70% em seis anos, impactando diretamente a economia local.
Companhias aéreas como Air France, Air Canada e Air Transat suspenderam voos para Cuba, dificultando ainda mais a chegada de visitantes. A escassez de querosene, por exemplo, obriga aeronaves a realizarem escalas extras para reabastecimento, aumentando o tempo e o custo das viagens.
Nas ruas de Havana, uma das cidades mais visitadas, o movimento de turistas diminuiu significativamente. Corinne e Patrick, um casal francês, relatam que muitos hotéis fecharam e que sua viagem foi prejudicada pela falta de infraestrutura e serviços. Eles destacam a intenção de apoiar a população local consumindo nos poucos estabelecimentos abertos.
Para os moradores, a ausência de turistas representa um ciclo negativo: sem entrada de divisas, o país não consegue importar combustíveis, o que restringe ainda mais o turismo e outros setores. Daniela, vendedora de souvenirs que abandonou os estudos de medicina, exemplifica como essa situação afeta diretamente a renda e as oportunidades das pessoas.
Em meio a esse cenário, a Rússia enviou um petroleiro com 730 mil barris de petróleo para Cuba, buscando aliviar a crise energética. Moscou afirmou considerar um dever apoiar seu aliado caribenho, apesar das restrições impostas pelos Estados Unidos. O presidente Donald Trump declarou que a chegada do combustível não mudará a situação econômica da ilha.
