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Bugio ameaçado de extinção é visto em torre de celular e casas em Tupi Paulista (SP)

Bugio ameaçado de extinção é visto em torre de celular e casas em Tupi Paulista (SP)
◈ Contexto

Primata ameaçado de extinção tem sido avistado em área urbana da cidade paulista, despertando preocupação entre moradores.

Um bugio, espécie de primata ameaçada de extinção no estado de São Paulo, tem sido observado por moradores de Tupi Paulista em locais inusitados, como no topo de uma torre de telefonia celular de cerca de 30 metros de altura e em quintais de residências na região urbana.

Segundo relatos de moradores, o animal está na cidade há cerca de um mês, circulando principalmente durante o fim da tarde e à noite. A comerciante Claudia Mantuanelli, que mora próxima ao local onde o bugio foi visto na torre, contou que a Polícia Militar Ambiental foi acionada, mas informou que não havia como capturar o animal sem colocá-lo em risco.

A fisioterapeuta Joisiany Ceber Anselmi também confirmou a presença constante do primata e expressou a preocupação da comunidade com possíveis acidentes, já que o bugio tem escalado estruturas altas e aparecido em muros e telhados.

Impactos ambientais e orientações

Especialistas explicam que a presença do bugio em áreas urbanas pode estar relacionada à redução de áreas verdes e fragmentação do habitat natural, que forçam os animais a buscar novos locais para viver. O biólogo Helder Telles Stapait destaca que o contato entre humanos e esses animais deve ser evitado para prevenir situações de estresse e agressividade.

O especialista orienta que em casos de avistamento, a Polícia Militar Ambiental deve ser acionada para que o animal seja monitorado e para que sejam tomadas as medidas adequadas, sempre priorizando a segurança do primata e das pessoas.

O capitão da Polícia Militar Ambiental, Júlio César Cacciari de Moura, reforçou que a contenção ou captura do bugio não é recomendada no momento para evitar riscos ao animal. Ele também pediu que moradores não alimentem o primata para que ele retorne naturalmente ao seu habitat.

A Defesa Civil local informou que, embora tenha sido comunicada pelos moradores, a responsabilidade pelas ações sobre o caso está com a Polícia Ambiental, que continuará acompanhando a situação.

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