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De restos de comida a adubo: iniciativas que reduzem o desperdício e o impacto ambiental

De restos de comida a adubo: iniciativas que reduzem o desperdício e o impacto ambiental
◈ Contexto

Transformar alimentos descartados em compostagem ajuda a diminuir as emissões de gases do efeito estufa e combate a fome.

O desperdício de alimentos no Brasil e no mundo tem consequências graves para a economia, o meio ambiente e a sociedade. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), cerca de 1 bilhão de toneladas de alimentos são descartadas anualmente, gerando entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, como o metano, além de poluir o solo e a água.

Para enfrentar esse desafio, projetos como a Usina Verde de Campinas (SP) recebem os alimentos estragados da Ceasa local e transformam esses resíduos em adubo por meio da compostagem. O fertilizante produzido é utilizado em hortas urbanas, parques e canteiros, reduzindo a necessidade de aterros sanitários e os custos de manutenção pública.

Além disso, bancos de alimentos desempenham papel importante na distribuição de excedentes para pessoas em situação de vulnerabilidade. Apesar de o Brasil ter quase 7 milhões de pessoas em situação de fome e 18,9 milhões de famílias com insegurança alimentar, apenas 1% dessas pessoas recebem alimentos redistribuídos, segundo o Pacto Contra a Fome. Iniciativas como o Instituto de Solidariedade para Programas de Alimentação (ISA) e o Sesc Mesa Brasil atuam na coleta e triagem de alimentos para garantir qualidade e segurança antes da doação.

Na cadeia produtiva, técnicas como a colheita manual monitorada e o uso de caixas plásticas para transporte ajudam a diminuir perdas e preservar a qualidade dos alimentos. Na indústria, frutas que não atendem ao padrão para venda in natura são aproveitadas para sucos, enquanto as que estão estragadas são destinadas à compostagem, fechando o ciclo sustentável ao retornar como adubo para as plantações.

Essas ações integradas mostram como o reaproveitamento de alimentos descartados pode reduzir impactos ambientais, apoiar a segurança alimentar e gerar economia, promovendo um modelo mais sustentável para a produção e consumo.

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