Estudo destaca abordagens não medicamentosas que melhoram a qualidade de vida de pessoas com demência e seus cuidadores.
Pesquisadores da Brown University avaliaram quatro intervenções não farmacológicas para pacientes com Alzheimer e outras formas de demência, revelando que essas estratégias podem reduzir custos em até US$ 13 mil e diminuir o número de internações em instituições de longa permanência, além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Essas abordagens focam em promover a independência do idoso em casa e oferecem suporte aos cuidadores, com programas como Maximizing Independence at Home e Alzheimer’s and Dementia Care. O estudo foi publicado recentemente na revista “Alzheimer’s & Dementia: The Journal of Alzheimer’s Association”.
Pacientes com demência frequentemente manifestam comportamentos agressivos, que podem ser consequência das frustrações geradas pela dificuldade em realizar tarefas diárias simples, como escovar os dentes, que envolvem múltiplas etapas cognitivas.
Para ajudar a minimizar o estresse e a frustração nesse contexto, especialistas recomendam ajustes na rotina e no ambiente do paciente. Entre as dicas estão aceitar as limitações atuais, simplificar escolhas (como oferecer apenas duas opções de roupa ou refeição), diminuir o ritmo das atividades para respeitar o tempo de processamento do idoso e manter ambientes calmos e previsíveis.
Além disso, é importante falar de forma clara e pausada, evitar sobrecarregar com muitas tarefas, controlar dores e desconfortos que o paciente possa ter e adaptar as atividades diárias para garantir o sucesso, como substituir roupas com zíper por peças com velcro.
Por fim, o respeito constante ao paciente é fundamental para preservar sua dignidade e promover um convívio mais harmonioso, independentemente do estágio da doença.
