Governo chinês critica uso irrestrito da IA nas Forças Armadas dos EUA e aponta perigo de perda de controle tecnológico.
A China emitiu um alerta ao governo dos Estados Unidos sobre os perigos do uso militar desenfreado da inteligência artificial (IA), comparando o risco a um cenário apocalíptico semelhante ao do filme “O Exterminador do Futuro”, onde máquinas assumem o controle da humanidade.
O debate sobre a aplicação da IA nas Forças Armadas americanas está em evidência, especialmente após o impasse entre o governo dos EUA e a startup Anthropic. A empresa se recusa a liberar sua tecnologia para uso irrestrito pelo exército, contrariando as exigências do governo, que pretende utilizar a IA para monitoramento em massa e operações militares automatizadas.
Fontes indicam que os sistemas da Anthropic foram empregados na preparação de ações militares entre EUA e Israel contra o Irã, intensificando o conflito no Oriente Médio. Em resposta, o Ministério da Defesa da China destacou que a militarização excessiva da IA pode comprometer princípios éticos, violar soberania nacional e levar à perda do controle sobre decisões críticas de vida ou morte.
Jiang Bin, porta-voz do Ministério da Defesa chinês, afirmou que a realidade distópica retratada em “O Exterminador do Futuro” não está longe de se tornar possível caso a IA continue sendo usada sem restrições no campo militar. O filme, lançado em 1984, mostra um futuro em que máquinas inteligentes dominam o planeta e lutam contra a humanidade.
Recentemente, o Departamento de Defesa dos EUA incluiu a Anthropic em uma lista de empresas consideradas riscos à segurança nacional, proibindo o uso de sua tecnologia em serviços governamentais até que as restrições sejam suspensas. Essa decisão reforça as tensões em torno da regulamentação da IA no setor militar.
