[ RADAR DA INFORMAÇÃO ] — SISTEMA DE MONITORAMENTO ATIVO — QUARTA-FEIRA, 28 DE OUTUBRO DE 2026 02:56 UTC-3
◆ Últimas
Economia & Mercado

Greve dos Correios termina após 15 dias com reajuste salarial e compensação de horas

Greve dos Correios termina após 15 dias com reajuste salarial e compensação de horas
◈ Contexto

Trabalhadores dos Correios encerram paralisação e retornam ao trabalho após decisão do TST.

A greve dos Correios, que durou 15 dias, foi oficialmente encerrada na noite desta quinta-feira (24). Em assembleia, os trabalhadores aprovaram o fim da paralisação e retomaram as atividades a partir das 22h, conforme determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

O TST considerou a greve legítima, rejeitando a classificação de abusiva solicitada pela empresa. A decisão do tribunal também autorizou a compensação dos dias parados e definiu um reajuste salarial de 4,09% para os funcionários dos Correios.

Decisão do Tribunal Superior do Trabalho

O julgamento do dissídio coletivo foi retomado na quinta-feira após uma pausa para análise de documentos apresentados pela empresa. Por maioria, o tribunal concluiu que a paralisação estava dentro dos limites legais, contrariando o pedido dos Correios que buscavam uma multa de R$ 100 mil para as entidades sindicais.

Além do reajuste, o TST garantiu a manutenção de 73 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho, segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP). O acórdão completo ainda não foi divulgado, e o sindicato deve analisar o documento para informar a categoria sobre todos os detalhes da decisão.

Compensação dos dias parados e retorno ao trabalho

Os dias em que os trabalhadores estiveram em greve deverão ser compensados, mas os critérios para essa reposição ainda dependem da publicação do acórdão. Em São Paulo, o Sintect-SP orientou o retorno às atividades na noite de quinta-feira, enquanto aguarda as definições para a compensação das horas.

Motivo da paralisação

A greve começou no dia 10 de setembro, motivada principalmente pela discordância em relação ao plano de saúde oferecido a funcionários, aposentados e seus dependentes. Os trabalhadores reivindicavam a manutenção do modelo atual, em que os Correios são responsáveis pela gestão do benefício, temendo que mudanças elevem os custos para as famílias.

Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), os demais pontos do acordo coletivo já estavam ajustados, e o impasse no plano de saúde foi o principal fator para a paralisação.

← Anterior
Morte de professor de Cambridge reacende debate sobre acusações de plágio e política acadêmica
Próximo →
Cade aprova compra de 114 lojas do Epa pelo Supermercados BH em Minas Gerais