Empresa argentina proprietária do Gulfstream que transportou Flávio Bolsonaro é investigada por suposto esquema envolvendo irmã do presidente Milei.
O jatinho particular Gulfstream G400, utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro para viagem aos Estados Unidos, está no centro de uma investigação na Justiça argentina. A aeronave, registrada sob a matrícula LV-JQW, pertence à empresa Baires Fly, que é alvo de apurações por um suposto esquema de suborno na Argentina.
De acordo com reportagem do jornal argentino “Perfil”, a investigação envolve a Agência Nacional de Deficiência da Argentina (Andis) e a irmã do presidente Javier Milei, Karina Milei, secretária-geral da Presidência. Ela foi acusada de receber propina para facilitar compras de medicamentos pela agência, o que ela nega.
O caso ganhou repercussão em agosto do ano passado após o vazamento de um áudio do então chefe da Andis, Diego Spagnuolo, em que ele afirma que Karina Milei cobrava propinas de indústrias farmacêuticas. Após o vazamento, Javier Milei demitiu Spagnuolo, mas a investigação segue em andamento.
A Baires Fly aparece no processo por ter solicitado a autorização para a saída do jatinho LV-JQW de Puerto Iguazu com destino aos Estados Unidos, sem apresentar plano de voo ou lista de passageiros, o que levanta questionamentos das autoridades.
Na viagem, o jatinho transportou Flávio Bolsonaro, sua esposa e as filhas do casal, com uma escala no Equador antes de chegar aos EUA. Até o momento, a empresa não se pronunciou sobre as investigações.
