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Produção de veículos no Brasil registra queda em abril, enquanto exportações sofrem impacto da Argentina

Produção de veículos no Brasil registra queda em abril, enquanto exportações sofrem impacto da Argentina
◈ Contexto

Produção nacional de veículos recuou 9,5% em abril, e vendas externas ainda são afetadas pela redução da demanda argentina.

O setor automotivo brasileiro produziu 225,8 mil veículos em abril, apresentando uma queda de 9,5% em relação a março, quando foram fabricados 249,4 mil veículos, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Apesar do recuo mensal, a produção em abril superou em 2,4% o volume registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado dos primeiros quatro meses de 2026, o país produziu 872,6 mil veículos, alta de 4,9% na comparação com o mesmo período de 2025.

Exportações e o impacto do mercado argentino

Em relação às exportações, o volume embarcado em abril cresceu 8,2% frente a março, totalizando 43,2 mil veículos. No entanto, esse número representa uma queda de 11,7% em comparação com abril de 2025. No acumulado do ano, as exportações somaram 142,4 mil unidades, 16,9% abaixo do registrado nos quatro primeiros meses do ano anterior.

Segundo a Anfavea, a retração nas vendas externas está ligada ao esfriamento do mercado argentino, que diminuiu significativamente a compra de veículos produzidos no Brasil. Enquanto a Argentina adquiriu 101,5 mil veículos brasileiros entre janeiro e abril de 2025, esse número caiu para 71,1 mil unidades no mesmo período de 2026.

O presidente da Anfavea, Igor Calvet, destacou que, além da redução da demanda, houve perda de participação dos veículos brasileiros no mercado argentino, com concorrentes estrangeiros ganhando espaço.

Parceria para fortalecer o setor

Em resposta a esses desafios, entidades do Brasil e da Argentina assinaram a ‘Declaração de Buenos Aires’ durante o evento Automechanika, na capital argentina. O acordo visa intensificar a cooperação entre os dois países para aumentar a competitividade, atrair investimentos e fortalecer a integração produtiva, especialmente diante do crescimento da concorrência chinesa e das mudanças tecnológicas no setor automotivo.

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