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Somente 2,65% da Caatinga em Pernambuco está sob proteção integral, aponta levantamento

Somente 2,65% da Caatinga em Pernambuco está sob proteção integral, aponta levantamento
◈ Contexto

Em Pernambuco, menos de 3% da Caatinga está em áreas de preservação integral, enquanto desmatamento e caça ilegal continuam ameaçando o bioma.

Dos mais de 8 milhões de hectares que compõem a Caatinga em Pernambuco, apenas 2,65% estão oficialmente protegidos em áreas de preservação integral, segundo dados da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). Essa baixa cobertura de proteção coloca o bioma entre os mais vulneráveis do estado, alertam especialistas e ambientalistas.

O estado conta atualmente com 13 Unidades de Conservação de Proteção Integral da Caatinga, sendo duas federais, nove estaduais e duas municipais. Essas áreas têm como objetivo principal preservar a fauna, flora e os ecossistemas naturais, proibindo atividades como caça e extração de madeira nativa.

Entre as principais unidades está a Estação Ecológica Serra da Canoa, localizada na zona rural de Floresta, com 7.598 hectares. Criada em 2012, ela é uma das maiores áreas protegidas do bioma no estado, mas enfrenta desafios como a caça ilegal, retirada de madeira e ocupação irregular, com cerca de 90 proprietários de terras dentro dos seus limites.

Próximo dali, o Parque Estadual Mata da Pimenteira, em Serra Talhada, também sofre com a presença de caçadores e falta de efetivo para fiscalização. A vegetação da área é uma Caatinga Florestal, mais densa e rica em espécies do que a típica, tornando a proteção ainda mais importante para a conservação da biodiversidade.

Além da caça, o desmatamento ilegal para extração de madeira é um problema recorrente, alimentando carvoarias clandestinas e madeireiras na região. Espécies como aroeira, baraúna e umburana são especialmente visadas por sua madeira de qualidade.

A CPRH afirma que realiza fiscalizações e apreensões, mesmo diante das estratégias de disfarce usadas por transportadores ilegais. O órgão conta com gestores locais e uma equipe de apoio na sede em Recife para reforçar as operações quando necessárias. Infratores podem ser multados em valores que vão de R$ 50 até R$ 50 milhões e, dependendo da gravidade, responder criminalmente.

Pesquisadores e ambientalistas destacam a necessidade urgente de ampliar as áreas protegidas e fortalecer políticas públicas para a Caatinga, que tem recebido menos atenção e recursos em comparação a outros biomas. A preservação dessas áreas é fundamental para garantir a sobrevivência das espécies endêmicas e a manutenção dos serviços ambientais prestados pelo ecossistema.

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