Procuradoria recomenda que líderes religiosos não façam campanha eleitoral em templos para garantir eleições justas.
A Procuradoria Regional Eleitoral do Maranhão (PRE-MA) orientou capelães, líderes religiosos e diretórios partidários a não promoverem ou participarem de atos que possam ser interpretados como propaganda eleitoral em ambientes religiosos, especialmente durante cultos.
A recomendação atinge diversas figuras religiosas, como padres, pastores, bispos e outros representantes, seguindo entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que classifica o uso de templos para apoiar candidatos como abuso de poder econômico.
Segundo o procurador regional eleitoral Pedro Henrique Castelo Branco, o uso de recursos e espaços religiosos para campanhas pode desequilibrar a disputa eleitoral, prejudicando a igualdade entre os concorrentes e comprometendo a legitimidade do processo.
O descumprimento dessas orientações pode resultar na cassação do registro ou do diploma de candidatos que se beneficiem dessa prática irregular, caso sejam eleitos.
