Mulheres maduras enfrentam desigualdades que tornam essencial a busca por conhecimento financeiro para garantir segurança no futuro.
Mulheres em idade madura lidam com uma série de obstáculos que impactam diretamente sua estabilidade financeira. Entre as principais dificuldades estão a desigualdade salarial, interrupções na carreira para cuidar da família e a maior expectativa de vida, que exige mais planejamento e recursos para os anos posteriores.
Estudos indicam que as pensões recebidas por mulheres são entre 30% e 40% inferiores às dos homens, refletindo a desigualdade de gênero no mercado de trabalho. Além disso, pausas na trajetória profissional, muitas vezes superiores a dois anos, dificultam a progressão na carreira e a construção de uma reserva financeira adequada.
Outro ponto crucial é o fato de que, aos 65 anos, as mulheres vivem em média 2,5 anos a mais que os homens, o que aumenta os gastos com saúde e reduz a probabilidade de contar com um cônjuge para apoio. Esses fatores reforçam a necessidade de uma educação financeira direcionada, especialmente para mulheres mais velhas, que tradicionalmente recebem menos atenção em programas desse tipo.
Uma experiência realizada em 2008 com mulheres de baixa renda entre 40 e 59 anos, em países asiáticos, mostrou que o acesso a aulas sobre orçamento, poupança, endividamento, investimentos e negociação contribuiu para reduzir o estresse financeiro a longo prazo. Dez anos depois, as participantes relataram maior segurança em relação ao futuro.
Pesquisas também revelam que muitas mulheres têm baixa confiança para administrar seus recursos e evitam falar sobre finanças. Embora algumas controlem o orçamento doméstico, poucas se sentem preparadas para investir de forma segura. Um levantamento nos Estados Unidos apontou que menos de 30% das mulheres estão tranquilas quanto à sua situação financeira futura, percentual ainda menor entre mulheres afrodescendentes.
Além disso, um teste global de educação financeira aplicado em mais de 140 países mostra que apenas cerca de 30% das mulheres dominam conceitos básicos sobre investimentos, inflação e juros compostos, o que reforça a urgência de ampliar o acesso a informações financeiras claras e acessíveis para esse público.
